quarta-feira, 7 de abril de 2010

bom dia

Instantes

Fases

Ninguém pode dar aquilo que não possui


Ninguém pode dar aquilo que não possui.



Para dar amor, você deve ter o amor.



Ninguém pode ensinar aquilo que não sabe.



Para ensinar o amor, você precisa compreendê-lo.



Ninguém pode conhecer aquilo que não estuda.



Para estudar o amor, você precisa viver no amor.



Ninguém pode apreciar aquilo que não aceita.



Para aceitar o amor, você deve tornar-se receptivo a ele.



Ninguém pode ter dúvida daquilo em que deseja acreditar.



Para acreditar no amor, você deve estar convencido do amor.



Ninguém admite aquilo a que não se entrega.



Para se entregar ao amor, você deve ser vulnerável a ele.



Ninguém vive aquilo a que não se dedica.



Para se dedicar ao amor, você deve estar sempre crescendo no AMOR!!!



Léo Buscaglia

Viver não doí



Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.
Porque sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.
Sofremos porque?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projecções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.
Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente connosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que
o desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-nos do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.



Carlos Drummond de Andrade